Talvez seja preciso perguntar ao ar:
o mesmo que respiram duas bocas unidas.
Porque minha garganta
carrega um rochedo,
fósseis
sedimentados
sob uma cicatriz e
todas as flores do enterro.
Sim, acabou o enredo.
Não tenho o fôlego que transforma
o verbo em carne,
em fogo
ou em ouro.
Veja, há um Pollock
de saliva e lágrima
desenhado sobre o passeio,
assim como há também passageiros
que sujam
o quadro
dos meus dias.
E mesmo conhecendo
toda a tragédia, a minha e a sua,
a Esfinge insiste com a
pergunta.
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